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10/25/2018
R-evolução Digital

Depois de uma primeira sessão, em maio, dedicada à inteligência artificial e criptomoedas, as 'Conferências Inovação e Futuro' regressaram a 23 de outubro ao Funchal com o tema "R-evolução Digital".

Com o objectivo de mudar mindsets, esta conferência organizada pelo Diário de Notícias, tendo a FN hotelaria como parceira, entre outras empresas, contou com oradores nacionais e internacionais.

Jesus Cochegrus, na Madeira a convite da FN hotelaria, abordou o tema "Prediction, strategy & disruption: The mindset to connect with the new market". De origem mexicana, ligado a empresas de produção de videojogos e conteúdos de animação, com vasto currículo como consultor nas áreas de criatividade e inovação, Jesus Cochegrus salientou a importância de repensar modelos de negócio, de tirar partido das potencialidades da tecnologia para impactar positivamente a vida do novo consumidor, mas sobretudo a importância fundamental para as marcas de "ser único, autêntico e verdadeiramente relevante".

Pedro Campos, director científico do M-ITI, dedica-se profissionalmente às tecnologias persuasivas para a mudança comportamental, processos de design, desenvolvimento e inovação disruptivos e design de media digitais. Nesta conferência, apresentou-nos um novo paradigma: o Moonshot Thinking, conceito profundamente relacionado com a audácia de enfrentar um enorme problema real com uma solução radical habitualmente baseada na criatividade e em tecnologia inovadora. Debruçou-se sobre as questões das infinitas possibilidades proporcionadas pelo avanço tecnológico, sobre a importância da ciência e da tecnologia e do impacto do seu ritmo de evolução nas nossas vidas, o qual gera altos níveis de imprevisibilidade com os quais o ser humano tem de lidar a diversos níveis.

Joana Santos Silva, coordenadora de vários programas nas áreas de gestão e marketing na Universidade Católica, partilhou a sua perspectiva, que classificou de "TechHumanity", sobre o impacto da tecnologia na sociedade, e mais especificamente no âmbito da saúde. Apesar do assumido optimismo quanto ao papel inegável da tecnologia ao nível da longevidade e da qualidade de vida, reconhece que a tecnologia coloca inúmeros desafios tanto aos profissionais de saúde, como aos próprios indivíduos. Para reflexão final, deixou-nos esta ideia: o segredo da longevidade, mais do que a qualidade de vida proporcionada pelas condições económicas e pelo avanço tecnológico, reside sobretudo nas conexões reais entre as pessoas.

O último orador deste dia dedicado à revolução digital foi o presidente da Ericsson Portugal. Luis Miguel Silva concentrou a sua intervenção no conceito de "Digital Disruption" e apresentou as 10 principais tendências do universo digital, que classificou da seguinte forma: artificial intelligence; Internet of Things; self-driving cars; merged reality; bodies out of sync; smart device safety paradox; social silos; augmented reality; privacy divide; big tech for all.

Uma das principais conclusões do debate final desta conferência, moderado por Ricardo Oliveira, director do Diário de Notícias, gira em torno do facto de a tecnologia entrar em todos os domínios da sociedade, ainda que a ritmos distintos, e de o avanço tecnológico já alcançado pela humanidade muito dificilmente poder ser travado.

Fotos: RUI SILVA/ASPRESS para o DN.